Sobre a plataforma

Oportunidades existem.
Talentos existem.
Faltava a ponte.

O VagasTrans é a plataforma nacional de empregabilidade afirmativa para pessoas trans, idealizada pelo Dr. Magno Kleiber Maia e mantida pelo Instituto Pathos.

Plataforma idealizada pelo Dr. Magno Kleiber Maia, juiz do trabalho e coordenador do Subcomitê de Equidade de Gênero, Raça e Diversidade do TRT-21ª Região, e mantida pelo Instituto Pathos

A tese

De um lado e do outro existe tudo o que é preciso. No meio, um vão que ninguém atravessa sozinho.

De um lado

Pessoas trans qualificadas, disponíveis e fora do mercado formal por barreiras que nada têm a ver com competência.

Do outro

Empresas, órgãos públicos e o sistema de justiça com vagas abertas e compromisso assumido de diversidade.

A ponte

O que faltava não era vontade. Era uma ponte segura, qualificada e institucionalmente apoiada.

A plataforma hoje

  • 3 vagas afirmativas abertas
  • 2 cursos gratuitos no catálogo
  • 3 instituições parceiras

Para quem

Mulheres trans, homens trans, travestis e pessoas não binárias transidentificadas — em busca do primeiro emprego, em transição de carreira ou retornando ao mercado formal.

A delimitação é deliberada. Políticas universais frequentemente não alcançam grupos com barreiras específicas: focalizar é o que permite desenhar instrumentos adequados — nome social, acolhimento, acompanhamento — e medir impacto real em vez de impacto presumido.

A plataforma opera ainda uma priorização interna para quem está em maior precariedade, com atenção expressa a mulheres trans negras e travestis negras. Ela orienta encaminhamento e cuidado, nunca classificação exposta — os critérios são públicos.

Retrato do juiz do trabalho Magno Kleiber Maia

Quem idealizou

Saiba quem construiu esta ponte

Magno Kleiber Maia

Juiz do trabalho, e a pessoa de quem partiu a proposta que deu origem ao VagasTrans.

Natural de Catolé do Rocha, na Paraíba, formou-se em Direito pela UERN e é especialista em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho pela UnP. Entrou na Justiça do Trabalho do Rio Grande do Norte em 2002, atuou doze anos como juiz substituto na Grande Natal e, desde 2014, é titular da 2ª Vara do Trabalho de Mossoró.

Coordena o Subcomitê de Equidade de Gênero, Raça e Diversidade do TRT-21ª Região e o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Mossoró, onde também forma mediadores.

Em agosto de 2026 recebeu da Câmara Municipal de Mossoró a Medalha do Mérito da Justiça Desembargador José Rêgo Júnior, pela trajetória e pelos serviços prestados à Justiça e à cidade.

Sob a coordenação dele, o Subcomitê levou ao Conselho Superior da Justiça do Trabalho uma proposta para que o processo eletrônico pergunte, já no cadastro, se a pessoa quer ser tratada pelo nome social. É a mesma ideia que sustenta esta plataforma, do primeiro campo do cadastro ao último e-mail automático: quem chega decide como é chamado.

O VagasTrans é mais uma frente desse trabalho. A ideia nasceu com ele, e nasceu com um objetivo declarado: dar visibilidade à causa, criar um ambiente seguro de contratação e de aprimoramento profissional e chamar as empresas para um tema que não pode mais esperar. Equidade é para todo mundo. Para a pessoa trans, ela começa por poder trabalhar em segurança.

Como funciona

Três momentos, e a pessoa no controle de cada um deles.

Um cadastro que protege

Nome social no topo, pronomes com a opção de não informar, e consentimento em linguagem simples — separado para cada finalidade. Recusar os marcadores de prioridade não bloqueia nada: nem cadastro, nem candidatura, nem curso.

Currículo e dados protegidos vivem em telas diferentes de propósito, e todo acesso aos protegidos fica registrado numa trilha que não se pode apagar.

Vagas que passam por gente

Instituição nenhuma publica sem antes ser aprovada por uma pessoa, e vaga nenhuma vai ao ar sem ser lida. Editar uma vaga já publicada a devolve para a fila — senão bastaria aprovar um texto inócuo e trocar o conteúdo depois.

A compatibilidade olha competências, área, região e experiência. Expressão de gênero, raça e vulnerabilidade não entram na conta — e há teste que lê o código do serviço para garantir que continuam fora.

Formação, e o que vem depois

Todo curso do catálogo é gratuito, e o progresso é declarado pela própria pessoa: a instituição formadora acompanha, e não edita. Acompanhar formação não é vigiar ninguém.

Do outro lado, o funil de seleção só anda para frente, cada mudança de etapa é comunicada, e a pessoa pode retirar a candidatura a qualquer momento, sem precisar justificar.

O que esta plataforma não faz

Estas não são promessas de conduta. São regras aplicadas no código, com teste automatizado que falha se alguém as violar.

  • Não deixa ninguém filtrar por expressão de gênero, raça ou vulnerabilidade

    A busca aceita área, competências, região, experiência e disponibilidade. Qualquer outro critério é recusado em voz alta, com erro — não é omitido da tela: não existe.

  • Não mostra nome civil, nem por engano

    O nome social é o identificador de exibição em toda a plataforma, inclusive em e-mails automáticos. O nome civil é opcional, guardado cifrado, e nunca sai numa busca, num relatório ou numa resposta de API.

  • Não transforma vulnerabilidade em rótulo

    A condição de prioridade não vira selo, etiqueta ou filtro — nem para instituições, nem para a própria pessoa. Nem o número que a calcula é devolvido a ela: receber uma nota sobre a própria precariedade é estigma, não transparência.

  • Não pede documento, laudo ou prova de expressão de gênero

    Em nenhum momento, nem no cadastro, nem na candidatura. E nenhuma instituição pode pedir isso pela plataforma.

  • Não entrega dado individual em relatório nem em API

    Indicadores saem sempre agregados, e recortes pequenos demais são suprimidos: com base de três pessoas, um percentual conta a trajetória de indivíduos, não uma estatística.

  • Não entrega seu IP a terceiros

    Não há script de rastreamento, fonte de CDN, mapa incorporado ou botão de rede social. Tudo o que esta página carrega vem deste servidor.

Quem responde por isto

Idealização

A plataforma foi idealizada pelo Dr. Magno Kleiber Maia — dele partiu a proposta de ligar pessoas trans a vagas afirmativas em âmbito nacional, que deu origem ao projeto.

Instituto Pathos

Mantém a plataforma: responde pela continuidade do projeto, pela sustentação da operação e pelo relacionamento com as organizações participantes. A plataforma não é um sistema oficial do Tribunal.

Orizuru Tech

Desenvolve, hospeda e mantém a plataforma, e responde tecnicamente por ela: arquitetura, implementação, segurança e evolução.

Conselho consultivo

Os critérios de priorização são revisados periodicamente, com participação de pessoas trans, e cada revisão é versionada — um índice calculado no ano passado continua explicável hoje.

A plataforma coloca em prática compromissos da Carta de Belém, firmada no seminário COP30 — Justiça do Trabalho, mudanças climáticas e Amazônia.

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